O estado da <i>Transtejo</i>

Com seis navios imobilizados (dois deles desde Julho) e com outros seis em risco de terem que parar, só até ao fim deste semestre, por estarem a terminar os seus certificados de navegabilidade, «estamos perante um quadro lastimoso», agravado ainda pelas docagens dos pontões - alertou a Comissão de Trabalhadores da Transtejo, no seu mais recente comunicado, intitulado «O estado a que chegámos».
Sobre a tendência que apontava para se chegar a esta situação, a CT questionou o conselho de administração da transportadora, desde Fevereiro de 2008. No passado mês de Novembro, voltou a interrogar o CA: «Que interesses servem ou estão por detrás de tal paralisia e imobilismo da frota? Perante a tendência de agravamento, no primeiro semestre de 2010, que medidas equacionam tomar?»
Numa reunião com a CT, em 5 de Janeiro, a administração «não esclareceu nem convenceu». Os representantes dos trabalhadores notam que «quanto às causas e ao apuramento de responsabilidades, competirá às entidades de supervisão investigar», mas admitem que haja «incompetência» ou «um qualquer conluio orquestrado em alta roda».
Alguns «factos evidenciados na empresa» foram já comunicados pela CT ao Governo, ao Tribunal de Contas e à Assembleia da República. No comunicado são referidos, por exemplo, trabalhos de consultoria, adjudicados a uma única empresa, que em 2007 terá recebido 265 500 euros, para propor medidas de poupança; em Agosto do ano passado, um novo estudo custa mais 114 500 euros. Na Soflusa (integrada no Grupo Transtejo), outra empresa «especialista em gestão de dinheiros públicos» facturou 5,3 milhões de euros, de Janeiro de 2005 a Agosto de 2007, e acompanha agora a construção dos novos ferries. O negócio «rondará os 15 milhões de euros», estima a CT, questionando se «aqui não há nada a poupar».


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